este blog vai oficialmente tirar umas férias.
um dia eu volto, prometo.
já ando para escrever à tanto tempo. mas não há paciência para pensar no que sinto ou no que deixo de sentir. agora, há um vazio enorme no meu peito. não há palavras que digam o que sinto, porque nem eu mesma o sei descrever. é tanta coisa ao mesmo tempo, que não há lugar, num simples texto para dar conta de todas elas. aconteceu tudo tão rápido, esta mudança. afinal, isto de perder amigos e ganhar inimigos é mesmo complicado! tenho saudades do meu eu anterior, no meu eu que não era sofrido mas que vivia de sorrisos e felicidade. tenho saudades, ... já não sei se algum dia poderei ser a mesma pessoa que fui à tempos. feliz, completa. afinal, eu tinha tudo para ser feliz. talvez, com a minha inocência, a culpada da existência deste enorme buraco sou eu. eu e mais ninguém. sinto-me vazia sem as palavras de carinho e a segurança que me transmitiam. sinto saudades de não sentir falta de mais ninguém. de ter tudo concentrado, e bem junto a mim. agora, sinto-me completamente sozinha, sem um "porto de abrigo", e principalmente sinto-me vunerável. há paz, mas logo a seguir há incertezas e medos. sinto falta de pessoas verdadeiras, no meu círculo de colegas (porque não se podem chamar de amigos). sinto falta de pessoas verdadeiras a meu lado, que digam "para sempre" e que esse sempre se realize. posso ter errado, e ainda bem que erro. à que aprender com os erros, por muito duros que eles sejam. há que bater no fundo, e depois conseguir subir acima. mas também, não me quero desculpar de nada, porque as coisas que são feitas são para ser assumidas.
lembrem-se, não é um simples texto que vai dizer o que realmente sinto ou deixo de sentir, nem é a fazer o papel de "márcia feliz" que tudo vai voltar a ser o que era. há que agir, mesmo sendo apenas eu.
« I know you're somewhere out there
Somewhere far away
I want you back (...)
But they don't understand
You're all I have.
At night when the stars light up my room
I sit by myself,
Talking to the Moon
Try to get to you .
It holds you on the other side,
Talking to me too,
Oh am I a fool who sits alone
Talking to the moon.
(...)
They say I've gone mad, (...)
But they don't know what I know.
(...)
'Cause every night
I'm talking to the Moon
Still try to get to you
It holds you on the other side,
Talking to me too
Oh am I a fool who sits alone
Talking to the moon.
I know you're somewhere out there
Somewhere far away. »
Bruno Mars, «Talking to the moon».
não sei como te pudeste tornar nesta pessoa que não conheço. nesta pessoa que diz que sou falsa e outro tipo de coisas. não sei como algum dia pude gostar tanto de ti, não sei mesmo. és tudo aquilo que eu não espero ser, e sabes? fazes-me mal. mas, apesar de tudo, quero que acabes bem. e que um dia te arrependas do que me fizeste. o pior, é que estou a sofrer. e acredita, não estou a sofrer por ti. mas por aquilo que me tiraste. e acredita que perder dois dos meus melhores amigos em dois dias, é uma sensação maravilhosa. e acho, que era tudo isto que tu querias. que eu ficasse assim, desamparada. que eu me afastasse do teu menino, se é que me entendes. eu nunca vos quis prejudicar, nunca. eu gosto realmente de vocês, sempre gostei! quero-vos ver felizes, juntos ou separados. e o que eu quero, não é que pensem que sou falsa porque isto só prova que sou humana. e que também erro, pois na verdade ninguém é perfeito. não sabes o quanto dói cá dentro. mas também, só para saberes, para mim morreste.
obrigada, foi mesmo um "open-eyes". sabes, nem tudo o que parece um problema é realmente um problema.
eu vou recuperar, porque eu sou forte.