Sábado, 22 de Maio de 2010

#33

sempre achei que os cemitérios eram estranhos, e que metiam medo ao susto. sempre tive medo de passar perto de um ou de ver um. tudo aquilo me assutava, tudo me metia arrepios.

sabem, hoje mudei a minha opinião. foi a primeira vez que fui visitar a minha bisavó ao cemitério, e acreditem ou não, estava tudo tão tranquilo. tudo transmitia a sua paz. tudo estava calmo, com algumas pessoas a arranjar as campas dos seus entes queridos, mas sobretudo calmo.

gostei de te sentir perto. mas tive receio de como estarias a viver a tua segunda vida debaixo de solo. eu sei que tu não estás lá, que estás no céu. e sei de como tudo aquilo lá em cima é belo, mas receio na mesma. tudo me mete confusão. isto de apodrecer debaixo de terra é dificil e mau de entender. mas, estavas coberta de palmas, de ramos (e principalmente de terra). gostei de ver que a tua morte não passou despercebida para a maior parte das pessoas.

também comprei uma vela com o desenho da santa rita para te colocar na campa, ainda sem aquelas coisas todas por cima. & sabes, dei por mim a pensar que deveria de ter aproveitado melhor o tempo que passei contigo. e acredita que agora sei que só damos valor ás pessoas quando elas já não estão (fisicamente) connosco.

 

 

publicado por márciarodrigues às 18:14
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márcia rodrigues. 20 de novembro de 1996. porto. grégory lemarchal. música. amigos. guitarra. piano. sorrisos. abraços. ♥


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